Este "causo" é de Almir Satter no site Rolando Boldrin, para quem não o acessou, colaborando com sua divulgação, o reproduzo em linguagem caipira - Sertão brabo e rodeado de amigos, seu Antônio contava uma de suas bravatas - relatava ele "O seguinte é esse: Fui tumá um banho no açude logo de menhã cedo, água tinha uma nata pru riba e tava munto fria mermo; quando dei o premêro marguio senti aquela coisa inorme me laçando e apertano minha barriga, era uma sucuri inorme, tive muito medo, mai reagi: barrí mão de minha pexêra e cortei a mardita pulo meio. Minha gente, foi tanto sangue qui mudô a cor da água. Todo breiado, sai da água e o qui é qui vejo: vejo um urso polá oiando pra eu a umas dez braça". Nisto, um dos que o ouviam, questionou seu Antônio com o seguinte argumento: "Essa não, viu cumpadi, essa istora tá sem rega, já se viu, uma sucuri num açude do sertão, sendo cortada pulo meio, com uma pexêra? E pru riba, aparecê um urso polá?". E aquele matador de cobras, sem se perturbar respondeu: "Ôces pensa que eu tomém num achei isso istranho não? Achei sim, e fui pra lá onde tava o bichão; quando cheguei dei de garra nas sua zureinha e dixe munto sêro: Qui diaxo ôce anda fazeno pru essas banda, seu rapai?!!!Baixinho

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